[ Nem Deus, nem mortal algum
devem contemplar nossos prazeres, / Velados por nuvens, banhados em ouro, Nem
mesmo o Sol, que dardeja seus raios pelo Céu, / E cujo amplo olhar vigia toda a
Terra." Ele falou enquanto a fitava e, inspirado pelo que viu, / Seus braços
ansiosos enlaçaram a Deusa. / Feliz, a Terra compreende, e de seu colo brotam,
/espontâneas, ervas e flores; / Um tufo de violetas recém-nascidas estendem
suave tapete, / E moitas de lótus acolchoam o leito alado, / Súbitos jacintos
juncam a relva, / vistosos açafrões fazem a montanha brilhar. / Eis que nuvens
douradas escondem o par celeste, / Envolto em doces prazeres e banhado pelo ar;
/ O orvalho do céu, descendo sobre o solo, / Perfuma o monte e por todo ele
exala ambrosia. Por fim, vencido pela doce força do Amor e do Sono, / O
ofegante Júpiter Tonante cerra os olhos para dormir.] (Livro XIV, Ilíada).
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