quinta-feira, 31 de julho de 2014

Encontro com o corcunda...

Corcunda...

O meu nome é Lombroso torado no grosso
E eu sou qui ném as cascavéis, que quando não aleja, mata.
Tenho a maldade da onça, tenho a ruindade que arrasa
Minha baba é peçonhenta e arde mais que a brasa
Tá vendo essa cacunda? É por onde sou mais forte.
Carrego nas minhas costas 132 mortes.
Vá me dizendo seu nome, pronde vai e donde vem
Iiii, se já viu nesse mundo, um camarada mais feio.


Ojuara...

O meu nome é Ojuara, eu vim de longe e vou em frente
E o senhor não é mais feio que certo tipo de gente
Feio é a herança do homem, herança de Caim,
Praga de mão ofendida, tentação do Coisa-ruim,
Feio é aquela sombra escura que vai levando consigo o covarde que traiu a confiança do amigo
A beleza e a feiúra tão junta em toda parte
Há beleza inté na morte e feiúra inté na arte
Óie seu rosto no espeio e não perca a esperança
Porque foi Deus que lhe fez à Sua imagem e semelhança.

(Filme: O homem que desafiou o diabo, 53:52)


Sem Fantasia

“...Eu quero te contar
Das chuvas que apanhei
Das noites que varei
No escuro a te buscar
Eu quero te mostrar
As marcas que ganhei
Nas lutas contra o rei
Nas discussões com Deus
E agora que cheguei
Eu quero a recompensa
Eu quero a prenda imensa
Dos carinhos teus...”


(Chico Buarque).