“Então vi uma figura humana, que
pendia e que parecia abrigar toda a solidão dos mundos e do espaço. Sozinho e
sem nada a esperar, o Solitário pendia, olhando para o vazio aos seus pés. O
Solitário contemplou por longo tempo, atraindo toda a solidão para si. Em
seguida, do mais profundo e em meio à escuridão impenetrável, nasceu uma centelha
infinitamente pequena. Lentamente ela ergueu-se das profundezas abissais e, à
proporção que subia, foi-se tornando cada vez maior, até converter-se em
estrela. E a estrela pendeu no espaço, justamente em face da figura, e a luz
branca precipitou-se em torrentes sobre o Solitário, o Único”. (Francis O,
Wickes, em Jung - Aion – Nt. 149)