terça-feira, 24 de julho de 2018

A solidão do Único

“Então vi uma figura humana, que pendia e que parecia abrigar toda a solidão dos mundos e do espaço. Sozinho e sem nada a esperar, o Solitário pendia, olhando para o vazio aos seus pés. O Solitário contemplou por longo tempo, atraindo toda a solidão para si. Em seguida, do mais profundo e em meio à escuridão impenetrável, nasceu uma centelha infinitamente pequena. Lentamente ela ergueu-se das profundezas abissais e, à proporção que subia, foi-se tornando cada vez maior, até converter-se em estrela. E a estrela pendeu no espaço, justamente em face da figura, e a luz branca precipitou-se em torrentes sobre o Solitário, o Único”. (Francis O, Wickes, em Jung - Aion – Nt. 149)