sábado, 9 de janeiro de 2016

Mortificatio

“Sou um velho enfermo e frágil, de apelido dragão; por essa razão, estou aprisionado numa caverna para ser trocado pela coroa real... Uma espada inclemente me aflige grandes tormentos; a morte enfraquece minha carne e meus ossos... Minha alma e meu espírito se apartam; um terrível veneno, sou parecido com o corvo negro, porque esse é o pagamento do pecado; no pó e na terra estou jogado, para que, do Três, possa surgir o Um. Ó alma e espírito meus, não me deixem, para que eu possa voltar a ver a luz do dia e para que o herói da paz que todo o mundo contemplará possa de mim surgir.” (Edinger - Anatomia da psique, pag. 170)

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